terça-feira, 28 de junho de 2011

Guerrilha


Guerrilha


Cerca-te de horror
E ganhas tua memoria
O sangue mancha-te em teu calor
Para que nunca vejas tua vitoria
Um obito que nao sabe-te explicar
Porem com tal perda vens tua gloria
Na qual assedia-te o constante lembrar
Dos dias em que vivera
Rezas por ti e ameniza-te o coraçao
Ao ver tudo e nada que perdera
Pelo odio de uma grande paixao

Bronze?


Bronze?


Implora-te meus braços
E acabo-me em te abraçar
Grita-te de amores
Mas impeço-me de amar
Teus dedos rabiscam rabiscos
dourados de um ouro sem dono
Calcula-te teus riscos
Que tal ouro sempre serás sem dono
Procuro-te em flores no deserto,
porém acho-te no sol que fez areia de toda a natureza
O sol que ao longe aquece, mas queima quando estás por perto
Teu desconforto que vens de dentro de tua beleza
Para acabar-lhe de lamentar
E enquanto grita-te de amores
Mantem-se sempre no teu constante chorar

domingo, 26 de junho de 2011

Polido e Metalizado


Polido e Metalizado 


Olho em teus olhos e nada estimo enxergar
Vejo tudo e vejo nada
Como poderia lhe explicar?
Sinto tua vida como que uma jornada

Um passado em minhas costas
Uma obscuridao, tuas camadas
Teu sangue, queima em minhas veias
Na carne, sinto dores assim compostas
por fios de lagrimas e risadas 
Fios formando teias

Durmo contigo e acordo contigo
Olho-te todos os dias
Lhe grito ordens e te castigo
Lhe proibo de tudo e causo-te agonias

Mas quando sorri, sorrio tambem
E se teu coraçao bate mais forte, sinto o teu pulsar
O corpo sente o que sempre amou
Treme ao anoitecer, pois ama amar e o desdem
Que ao olhar no teu olhar

Voce tudo lhe mostrou

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Disse-me em sonhos


Disse-me em sonhos


Os olhos se fecham 
com o gosto salgado de um oceano sem fim
Um mar de magoas que aos poucos te quebram
sempre que encontra-te pensando em mim

Peço que me esqueça, hoje e nesse mesmo dia,
nesse tal dia em que te vejo sorrir
Sinto que teu coraçao que tanto sofria
nao mais se agonia no teu eterno sentir

Teus labios que encontraram um novo sabor
nao mais sussurra meu nome no anoitecer
Se libertando assim de todo o rancor
que lhe impedia, de hoje e nesse mesmo dia,
                                                        viver.                                                             

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Amar



Amar


O cansaso penetra tua alma irrelevante
e te arrancas de tua nobre insolencia
Ao perceber que es inconstante
o teu temperamento
pois de impotencia sofres
o peito que vives por viver
sem solto aparte o argumento
de quem es e quem podes ser

Amas um amado que te amas
um fato que tao raro es por si contado
uma fama que difamas
um amor que es amado

ele conta-te que sonhas
de uma tarde ensolarada
e ao dizer-lhe em meio de vergonhas
grita-te desafinada
como sabe-te que amas
se nao sabe-te amar?

Antonimo


Antônimo



E ordeno que digas tudo que disseste
lhe comando a abraçar teus erros e dizer-lhes
de uma vez o mal que tu quiseste 
lhe peço tambem para a verdade nao falar
pois ao errar tao estranho erros
jamais conseguirei tao cedo os escutar
mesmo com os olhos da criança
que vira tu dizer que errastes
e com os ouvidos
que ouviram tu fazer loucuras
com tal delito em tal fartura
lhe dito que obedeça
e canto prece que assim nunca seja..




sexta-feira, 10 de junho de 2011

Liberdade


Liberdade


Ha de passar mais um breve momento 
que porem ligeiramente passe, esse tal instante
permanece atado a qualquer pensamento
nunca discreto, se mostrando aos poucos semelhante
ao navegar de um navio sem pressa
comparavel ao uivo de um vento que ouvira
e que ao nao esquecer, lembra-se que foi essa
a lembrança que a partira
jamais hei de aceitar tua ditadura
pois acredito-te, portanto acredite tambem
com o vento. a chuva, e nela a cura
junto às letras rabiscadas
fiz de ti mais do que seria
livre da afliçao de tal saudades
sou feliz como eu queria

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Vala





Vala


A Terra reside em suas maos
Ao olhar um buraco, sem nada ver
Foge incessantemente e foge em vão
Pois sem sofrer, nada é, nao é viver
Nao respira enquanto chora
Sempre chora por nao respirar
Sempre cava e vai embora
Chora, chora e vai voltar
A Terra ainda em suas maos
Ainda olha e nada ve
Nao mais foge, nada é em vao
Pois ao sofrer, tudo foi, isso sim é viver!

Assim


Assim


O Sol e a Lua competem entre si
Correndo atras de um Tempo que nao existe
Entristecendo coraçoes que assim percebem
Nao ter visto o Tempo passar
Uma vida sem dias
Dias sem horas e horas sem minutos
Me resta apenas os poucos segundos
que tenho contigo...
As lagrimas assim secam
Pois nao acham mais tempo de molhar
O coraçao se cala
Perdendo assim a força de falar
e por triste consequencia
A vida continua assim a passar.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Meu Verao


Meu Verão


Percebo então o porque de tanto sofrimento
tantos erros cometidos ao som de uma voz desconhecida
tantas memórias que agora vejo jogadas ao vento
memórias de uma tao sofrida despedida

nunca imaginara que as lágrimas do passado
que um amor perdido
me traria aos braços desse dia tao esperado
aquecendo um coração a tanto entorpecido

sorrio ao olhar nos olhos de meu futuro
pois nao mais vejo somente a ausência
e sim somente o verdadeiro e o mais puro
o presente e a presencia

choro por nao ter
choro por ele nao mais estar
por ele nao mais viver
e por eu ainda amar

mas sorrio de uma vez
ao ver um sol tao quente em minha frente
abandonando assim a timidez
e recomeçando hoje levemente diferente

terça-feira, 7 de junho de 2011

Aceitaçao


Aceitaçao


pequenas gotas de dor
se tornam o simbolo de sua vida
abandonando o tal amor
que és apenas uma luz enfraquecida
uma memoria inexistente
que nao aceitarás tao facilmente
mas por mais que o coraçao tente 
nada mais lhe trarás de volta
seus olhos nao mais veem essa lua
pois nada mais lhe trarás de volta
e por isso teme andar por essa rua
teme olhar para os lados
chora ao pensar no passado
o pesadelo nao mais calado
grita em seus ouvidos
nada mais lhe trarás de volta!