quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Gangrena


Gangrena


Um dia olhei a ti com outro olhar
Tornei-me presidiaria desta vida
Sem tua presença, sinto-lhe apenas no ar
No ar em que respiro, no gosto da comida

Assédio e sufoco são meus pais
E rancor e culpa são meu alimento
Eu sinto no sangue dor de mil funerais
Porém sei que escolho sentir meu sofrimento

Me nego a aceitar a dor que me voltou
E tento renegar o teu efeito
Vejo teus labios que disseram que me amou
Mas por teu amor nao sinto mais respeito

Por que amar neste mundo tao cruel?
Obscuro es a paisagem
E falsos são eles que se declaram teu fiel
Como fala de amor se tens apenas um coração selvagem??





Nenhum comentário:

Postar um comentário