quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Preço de teu valor


Preço De Teu Valor


O sucesso de tua batalha
Dependes apenas do teu querer
Enquanto fragmenta-te perante a navalha
Com a qual atacaste a si ao ver-te enfraquecer

Dependes puramente da continua persistência
Superando o cansaço para ti demasiado
Ao trazeste a si, tua própria audiência
Valor que tem de ser por ti, a ti nomeado

Sem emoção, correr de nada adianta
clamar teu choro sem tuas lagrimas
Perverçao se tornaria, apenas uma manta
De teu canto traidor de falsas rimas

Não negaste a afirmação do orador
Porem duvidaste de tua existência
Palavras ditas não fazem de ti escritor
O poder esta na mente que negaste a coerência

Se um sonho de flores es o teu sonho
Tuas sementes, ha então de providenciar
A terra vazia lhe parecerá assim medonho
Mas para por fim colher,antes sempre terás que plantar



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Quesito


Quesito


Mais um dia se passa
Com pouco porém com muito
Aqui eu sento aonde estava
E escapo-me por descuido

Não o vejo como fiel
E assim não viste em mim a verdade
Pois contigo abaixei o véu
Da mentira e falsidade

Querendo lhe proteger
Dizendo lhe o que precisava ouvir
Arranquei do dia o amanhecer
E fiz o Sol da Lua fugir

Como perdoar sem conserto
O feito de uma criança perdida
Apertada no teu aperto
De uma alma já vendida

Deus que tens todo o poder
Mostrou-me a solução
Para que detenha-me a esconder
Da boa palavra à má ação


terça-feira, 13 de setembro de 2011

Covarde

                       
 

Covarde


Olhaste a tua frente
E viste o penhasco de tua caminhada
Sentiste na carne algo quente
O sonho destruído fez de ti miragem queimada

Viste o buraco que chamam-te de passado
O vazio de uma memória ainda viva
Junta-se a mais uma a em ti ser abafado
Fingindo a morte de uma dor para sempre ativa

O suicídio criou poder de matar a todos
O suicida agora assassino se tornou
Pois ao sofrermos feito tolos
Não percebemos que ti de amor nos privou

Lhe peço perdão e oro por tua alma
Pois serás sempre mal lembrado
Mas levanto-me com as lagrimas e bato palma
pois pelo ódio do fazer serás sempre muito amado


segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Aguardaste a Volta





Aguardaste a Volta


Hoje os Céus choraram por minha decisão
Fui guiada por momento
E disse-lhe assim palavras sem razão
Ao fazer sem refletir, joguei nos para o vento

Hoje os Céus caíram sobre nós
Um erro ou um acerto?
Uma esperança travada crua e sem voz
Tal nó em minha garganta és mais que um aperto

Sinto-me errada porém acho-me indecisa
Serás sempre minha hesitação
A barreira de minha vida, tua eterna divisa
Sempre aqui com as lágrimas que lhe são animação

Peço-lhe desculpas sem pudor
Por mais que nunca irás me ouvir
Pois mostrei-lhe feias formas do amor
Quero só que entenda que não peço-lhe a aplaudir

Desejo somente o teu olhar como antes via
E rezo que o tempo não nos devaste
Que chegue logo o esperado dia
Em que o amor não mais por fim se arraste






quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Gangrena


Gangrena


Um dia olhei a ti com outro olhar
Tornei-me presidiaria desta vida
Sem tua presença, sinto-lhe apenas no ar
No ar em que respiro, no gosto da comida

Assédio e sufoco são meus pais
E rancor e culpa são meu alimento
Eu sinto no sangue dor de mil funerais
Porém sei que escolho sentir meu sofrimento

Me nego a aceitar a dor que me voltou
E tento renegar o teu efeito
Vejo teus labios que disseram que me amou
Mas por teu amor nao sinto mais respeito

Por que amar neste mundo tao cruel?
Obscuro es a paisagem
E falsos são eles que se declaram teu fiel
Como fala de amor se tens apenas um coração selvagem??