sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Dissipaçao


Dissipaçao


A duvida predomina
Desconfiança que vem de seu dizer
Anda cega em meio de tua neblina
Diz que faz, sempre sem fazer

Nao nega que ama-te perdidamente
Quer teu corpo e seu amor
Mas faz-te constante delinquente
Julgando a mil com teu ardor

Es ferida, es apenas um fragmento
De o que foi e que o quer
Sente raiva e apos constrangimento
Vem a mim o que vier

Sabe muito, sabe tudo
Sabe pouco e sabe nada
Perde a si, foi sim um furto
De uma palavra meramente amada

Quer a ti sempre e com gosto
Ama todos os defeitos e tua briga
Mas encontra-te só e exposto
Sentindo a carne podre e corroida


Um comentário:

  1. Por sermos seres dotados de certas vaidades às vezes é bem difícil aceitarmos todos os nossos defeitos e as nossas brigas.
    Que poema mais delicioso...
    Bem cheio de máximas que não estamos preparados para carregar por todo tempo.
    Abraços

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