Dissipaçao
A duvida predomina
Desconfiança que vem de seu dizer
Anda cega em meio de tua neblina
Diz que faz, sempre sem fazer
Nao nega que ama-te perdidamente
Quer teu corpo e seu amor
Mas faz-te constante delinquente
Julgando a mil com teu ardor
Es ferida, es apenas um fragmento
De o que foi e que o quer
Sente raiva e apos constrangimento
Vem a mim o que vier
Sabe muito, sabe tudo
Sabe pouco e sabe nada
Perde a si, foi sim um furto
De uma palavra meramente amada
Quer a ti sempre e com gosto
Ama todos os defeitos e tua briga
Mas encontra-te só e exposto
Sentindo a carne podre e corroida

Por sermos seres dotados de certas vaidades às vezes é bem difícil aceitarmos todos os nossos defeitos e as nossas brigas.
ResponderExcluirQue poema mais delicioso...
Bem cheio de máximas que não estamos preparados para carregar por todo tempo.
Abraços