terça-feira, 23 de agosto de 2011

Família



Família


Rostos que lhe formam
Memorias como se de outra vida
Vozes que lhe ensinam
Somente espera-te tua partida

Palavras de amor tornam-se banal
Pois não me deste valor
Preso na idéia de teu potencial
Como a semente de uma flor

Solta-me logo, deixe-me ir!
Encarceraste minha alma em tua teia
Como viver, como fugir?
Se teu veneno já corre em minha veia..

Conforta-me na intenção
Ou fala-me palavras irreais??
Palavras que não vem de tua ação
Do movimento das almas imortais


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Inquiriçao


Inquirição


Amanheceste feliz com lágrimas no rosto
Chorando por comida, sem doer-te de fome
Fazendo de ti nada mais que meu encosto
Sim! Chorando por mim sem dizer meu nome

Aceitaste a mim... Por que?
Ria de tua má sorte
Ao amar me... Pra que?
Um sentimento fraco.. ou serás forte?

Temeste o calor que lhe dei
Sempre a mais, um segundo mais cedo
Por tudo lhe fiz e providenciei
Porem gritaste sem mostrar-me teu medo

Creio eu, que amor não sentiu
E que ao enganar-te sozinho
Pensaste mesmo que a mim não mentiu
Só escolheste errado o caminho

Como amar-te sem lhe conhecer?
Serás uma palavra não dita
Um constante momento em que vivo a te perder
Trazendo ao papel a palavra aflita..

domingo, 21 de agosto de 2011

Mal Gosto


Mal Gosto


Respeito es uma palavra sem ação
De tão dita e não feita
Ficaste sem sentido ou intenção
Tornando letras falsas em suspeita

Não mais requerido ou cobrado
Sinto-me indefesa perante ao mundo
Pois nos defeitos não mais és castigado
Tudo ao raso como se profundo

Não pode-se nada dizer
Por medo da consequência
Com o sangue sempre a ferver
Da raiva de tão farta incompetencia

Empresas que vivem de abusar
Da inocencia de quem não sabe
Funcionários sempre a aceitar
Injustiças que a ele não cabe

Grito hoje palavras de uma injustiçada
Uma dor de quem não sabia
Porém minha carne acordará recuperada
Enquanto o caos engole tu que tanto merecia! 



sábado, 20 de agosto de 2011

Terei o teu ter


Terei o teu ter


Amo teu amor
e odeio teu ódio
Aqueço em teu calor
Primeiro és ultimo em teu pódio

Sorrio teu sorriso
e choro teu choro
Chove a chuva e teu granizo
Mãos unidas, és namoro?

Sinto teu sentimento
e apelo à tua apelação
Sofro somente o teu sofrimento
Como dóis meu coraçao

Quero o teu querer
e penso teus pensamentos
Como viver sem ti, sem saber
Pois são teus todos os meus conhecimentos

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Dissipaçao


Dissipaçao


A duvida predomina
Desconfiança que vem de seu dizer
Anda cega em meio de tua neblina
Diz que faz, sempre sem fazer

Nao nega que ama-te perdidamente
Quer teu corpo e seu amor
Mas faz-te constante delinquente
Julgando a mil com teu ardor

Es ferida, es apenas um fragmento
De o que foi e que o quer
Sente raiva e apos constrangimento
Vem a mim o que vier

Sabe muito, sabe tudo
Sabe pouco e sabe nada
Perde a si, foi sim um furto
De uma palavra meramente amada

Quer a ti sempre e com gosto
Ama todos os defeitos e tua briga
Mas encontra-te só e exposto
Sentindo a carne podre e corroida


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Teu Paraiso


Teu Paraíso


Teu corpo se junta ao meu como um só
Um sonho de tudo que queremos ser
Uma imensidão sendo criada de todo o nosso pó,
de nossas cinzas e de nosso viver
Quero a ti como teus lábios querem sorrir
Penso em ti como um dia que nunca terá um final
Eu levanto-me perante a ti e fico a aplaudir,
pois só tu conseguiste tirar-me de meu temporal
Creio que és meu pois confiaste em meu olhar
Creio que és meu pois meu corpo chama somente o teu
e ao responder-me, deixaste meu eu a te amar
Uma julieta imperfeita aos braços de um imperfeito romeu
Temia te perder, porem hoje sei que aqui estamos
Pois o destino assim desenhou, porque assim era para ser
e depois tudo que ja passamos
O sol nao deixará, sem nós, o dia anoitecer