Bronze?
Implora-te meus braços
E acabo-me em te abraçar
Grita-te de amores
Mas impeço-me de amar
Teus dedos rabiscam rabiscos
dourados de um ouro sem dono
Calcula-te teus riscos
Que tal ouro sempre serás sem dono
Procuro-te em flores no deserto,
porém acho-te no sol que fez areia de toda a natureza
O sol que ao longe aquece, mas queima quando estás por perto
Teu desconforto que vens de dentro de tua beleza
Para acabar-lhe de lamentar
E enquanto grita-te de amores
Mantem-se sempre no teu constante chorar

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