terça-feira, 30 de novembro de 2010

Escute-me



Escute-me
 
As vezes estar vivo nao é estar respirando
E estar feliz nao é estar sorrindo
as vezes uma lagrima
nao é vista por ninguem
E um grito
Se passa sem ser escutado
As vezes o coraçao quebra
e nao deixa pedaços como evidencia
as vezes os pesadelos atacam
Mas a memoria nao se lembra
As vezes o chao treme
e os pes nao sentem
As vezes nao percebem
que apesar de sempre sorrir
o peito sente somente saudades
E que nao ha palavras que ajudaram
somente abracos
que lhe poderiam segurar
e palavras que lhe poderiam confortar
e talvez ouvidos
que lhe poderiam escutar

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Culpa



Culpa

pesadelos.
ate os sonhos
aqueles sobre sorrisos e amor
viram pesadelos
cheiros
comidas
tudo vira lembrança
os olhares de quem sabe
os do que acham que sabem
a pena
lagrimas que se negam a ir embora
um buraco
que cresce a cada pesadelo
uma culpa que a consome
toda vez que ri
toda vez que para de sofrer
depois de tudo
nao seria justo esquecer assim tao rapido
pesadelos
...
pensamentos constantes sobre o que nao mais é
pesadelos
agora quase dois anos depois
parece que nunca aconteceu
o buraco ainda esta la
mas sem os pesadelos
sem as lagrimas
sem a dor
...

Lembranças




 Lembranças


ela entrou no carro hesitante
ele estava bravo sobre algo que hoje ela não consegue lembrar
garoava levemente
uma garoa relaxante
quase romantica
o carro andava sem rumo
nenhum se atrevia a quebrar o silencio
depois de o que pareceu tempo demais
o carro estaciona na frente de um supermercado
e ele vira com um olhar serio
e a briga começa
quando o tom das vozes começaram a aumentar
a chuva tambem aumentou
era uma chuva forte, grossa e brava
o som das gotas no teto eram altos
os dois pararam e se olharam
dois sorrisos
um beijo
pazes
...
um dia que nunca será esquecido
uma pessoa que nunca sairá do coraçao

Muda



Muda


alguns fios de cabelo grudados no seu rosto
se tornando uma parte do visual que a tornava cada vez mais obscura
o castanho de seus olhos mal podiam ser notados
o inchaço se espalhava para o resto de seu rosto
tentava falar mas palavras não vinham a mente
no começo dor era somente o que sentia
uma dor que a fazia se contorcer
uma dor que a fazia esquecer do porque a sentia
tudo estava escuro
sabia que lua estava cheia
pois detrás do embaçado de lágrimas
conseguia ver seu brilho
lembrava das conversas que tiveram
das brincadeiras sobre o romantismo de uma lua cheia
esperava aquela facada de sofrimento
aquela que sentia em apenar pensar o nome
mas não sentiu nada
estava vazia
sem vida e escura assim como essa noite
a única diferença sendo que ela
ao contrário do céu que a cercava
não tinha sua lua para ilumina-la