quarta-feira, 18 de abril de 2012

Confidencia


Confidencia 


Sou amante
Pequena e invisível
Um ser insignificante
Aos pés do inesquecível

Por ela é carinho
Por mim, tesão
Escolhi o caminho
Restrito à paixão

Nela, é beleza
Em mim, sensualidade
Mantendo me presa
Em mentiras e em fraude

Dorme nessa cama
E sente meu calor
Mas sempre que acorda e chama
O teu verdadeiro amor

Eu enlouqueço
Apesar de nada sentir
Alto demais este preço
Porém pago-lhe até falir

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Caso e Acaso



Caso e Acaso



Todos poucos segundos que restam
Ou se assim pudéssemos saber
São o bastante por tudo que foram
Por terem feito-me perceber

Os toques e beijos perdem sentido
Pois no final de tudo que nada será
Não foi algo para mim perdido
Apenas algo que almejo encorajar

Alivio se encaixa e me resta
Se tudo tem um sentido e esse for meu
Aceitar meu perdão do vazio que molesta
 Sim! Através do erro foi isto que me deu

Sem ele, não sabia saber nem ser 
Com a culpa de cada sorriso em meu rosto
Sorri contigo e acreditei em viver
Meu passado se enterra, e será decomposto



domingo, 26 de fevereiro de 2012

Fachada



Fachada


Talvez esta percepção distorcida
De tudo que se passou
Tenha lhe deixado perdida
Em meio ao caos que se calou

Grãos de areia
Que lentamente se caem
O tempo frio em tua veia
Sente-se perto se pedes que parem

Uma vista embaçada
E triste porém és farsa
Uma vida feliz e engraçada
Da menina que és apenas esparsa

Um caminho aberto
És tudo que aceita
Deixar-lhe chegar mais perto
Diz que não e se deita







sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Galante



Galante


Desilusão viu-te cedo
Paixão de enlouquecer
Hah!! O quê? Medo?
Só espero acontecer

Te toquei 
E viveu sozinho
É, eu te falei!
Tudo eu adivinho..

Chora sim
Não te esqueça
Shh! é tudo por mim
Vai e se perca

Caminho errado?
Jamais duvide
Vem! Não fique parado
Vamos, revide!

Tu és fraco
Sim, eu disse
Tua vida, um barraco
Digo adeus a tua mesmice 



domingo, 5 de fevereiro de 2012

Decorrido



Decorrido


Definir a si por um passado
Em profunda confusão
Viajando preso e algemado
Obscuro em agressão

Ao pensar naqueles dias
É como se fosse tudo um sonho
Vivendo em meio de fobias
Beleza pura assim medonho

Tantos erros cometidos
Ah! Quanto tempo se passou
Um acerto garantido
Que nunca perdoou

Por fim achei o seu sentido
Na bagunça dessa vida
Um futuro já esquecido
A riqueza da partida

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Ferves Congelado


Ferves Congelado


Tua carne ensanguentada 
Pelo sangue de tua covardia
Queres morte, vida acabada
És isto que tudo e tanto queria??

Tua alma e tuas dores que não passam
A carne de teu corpo queimas baleado
Que morra tuas preces, que te caiam
No mundo que foge, e ficas parado

Não desejaste viver
Por tudo que tens ao teu redor
Nada merece-te o teu querer
Por tudo que sentes, a dor torna-te maior

Engole seco tuas palavras mortas
Com o arrependimento de tuas ações
Sonhos e desejos de linhas tortas
Foi-se pro eterno sem tuas paixões

Como amar a ti sem teu amor
Olhar a si sem teu olhar
Como é infeliz sem sentir tua dor
Valeu a pena te abandonar??







O Escuro Circo


O Escuro Circo


Circo louco, imprevisto.. Improvisado
Cotidiano sem rotina, sem humor
Sou o palhaço rindo arrasado
Piadas de um ser constrangedor

Apresento-me por outro nome
Lugar estranho, rostos deformados
Sou faminto negando a fome
Sou pequeno, sou dois mundos separados

Sou perdido, sou achado
Quer meu corpo, quer minha alma?
Espero sim, espero parado
Não tem pressa, só tua calma

Não faço parte da minha vida
Procuro todos e os afasto
Sou o circo em sua descida
Sou o palhaço já gasto

Nunca amou, pois eu amei
Sentir a mentira foi o sonho
Nunca foi, pois eu serei
Sou o palhaço, eterno e risonho